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Ambiente
Estudante da Universidade de Aveiro na campanha das Nações Unidas para salvar espécies migratórias
13 Abril 2022
 / 4 minutos de leitura

Um estudante da Universidade de Aveiro, Hugo Ferreira, participa no vídeo da campanha do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, que alerta para a necessidade de salvas espécies migratórias.

 

Hugo Ferreira é aluno do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alterações Globais e dedica-se ao estudo dos processos que influenciam a dinâmica populacional do Colhereiro-europeu. 

As aves migratórias têm um papel fundamental no equilíbrio e na manutenção dos ecossistemas, providenciando vários serviços como a polinização, alimentação, controlo de pragas e muitos outros benefícios. Se nada for feito de maneira a inverter a tendência actual cerca de um milhão de espécies poderá extinguir-se num futuro próximo.

A convenção para a conservação de espécies selvagens migratórias tem encetado várias iniciativas práticas, no sentido de proteger espécies ameaçadas e evitar a morte ilegal de muitos outros indivíduos. 

 

Sensibilizar os jovens para a conservação das espécies é um dos objectivos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Hugo Ferreira reforça que é necessário dar voz aos jovens, bem como os instrumentos necessários, não só para que as suas vozes sejam escutadas, mas também para que possam agir em conformidade.

 

O trabalho de Hugo Ferreira é desenvolvido no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro e no Tour du Valat, instituto de investigação francês dedicado à conservação das zonas húmidas do mediterrâneo.

 

Hugo Ferreira criou o projecto de “ciência cidadã”, denominado “Where is Spoony”, que apela à identificação de colhereiros. O objectivo é envolver a comunidade na análise de uma grande quantidade de fotos da colónia de colhereiros e na identificação de todos indivíduos marcados.

 

Where is Spoony? pretende descobrir quais os colhereiros que regressam a casa. Para o conseguir foram colocadas câmaras que fotografam a cada 10 minutos, gerando uma quantidade extraordinária de informação que precisa de ser analisada.

“Precisamos da ajuda de todos para encontrarmos os nossos colhereiros. Infelizmente, muitas das nossas fotos não têm boa qualidade e o código de quatro letras é pequeno e borratado, o que dificulta a identificação de uma forma automática. Com a ajuda de todos podemos processar as imagens muito mais rapidamente e compreender de que forma os colhereiros lidam com as estratégias de invernagem ao longo de várias rotas migratórias, que podem ter importantes aplicações políticas para a proteção de zonas húmidas e conservação de aves aquáticas”, apela.

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